Ao que parece, Curtis Eller vem recebendo mais atenção pelas bandas de cá ultimamente. O que uma citação por uma pessoa da mídia não faz com sua carreira, hein? Enfim, bom pra ele, que está tendo maior reconhecimento, merecido, diga-se de passagem.
O seu novo disco, lançado no fim do ano passado, segue a mesma linha dos anteriores. Eller empunhando seu banjo e tocando-o com vigor, agora, com mais presença da banda de apoio, e dos backing vocals femininos. Tudo está lá, desde às referências a cultura pop, até o clima circense. Indispensável para quem já era fã, e um ótimo ponto de início pra quem quer conhecê-lo.

Curtis Eller – Wirewalkers & Assassins (2008)
cewa

Langhorne Slim – Langhorne Slim

Sexta-Feira, 30/05/2008

Aproveitando que ainda não organizei nenhum post de um artista novo, vou postar discos de artistas que eu já postei, mas que saíram recentemente. Començando pelo Langhorne Slim.

O disco continua com a sonoridade folk acompanhada da voz extremamente anasalada de Sean Scolnick, e foi lançado em 29 de abril desse ano pela Kemado Records.
Langhorne Slim já foi comparado a lendárias estrelas do folk, como Bob Dylan e Neil Young, esse último por seu vocal peculiar.
Com treze excelente faixas, é um excelente disco, que abre caminho para Scolnick angariar cada vez mais fãs.

Langhorne Slim (2008)

Justin Townes Earle

Domingo, 04/05/2008

Justin Townes Earle (1982) é filho de Steve Earle, e recebeu seu segundo nome em homenagem à lenda do Folk Townes Van Zandt, estando assim, destinado a ser músico desde o seu nascimento. Mesmo tendo pouco contato com seu pai durante a infância, ele seguiu um rumo tocando em algumas bandas em Nashville, e algum tempo depois passou a fazer parte da banda de turnê do seu pai, The Dukes. Justin chegou até mesmo a cantar uma música própria num disco ao vivo de Steve Earle, mas foi demitido da banda após se envolver com drogas e chegar a ter cinco overdoses, e em uma delas passou vários dias no hospital, com apenas 21 anos. Depois de se recuperar e largar as drogas e o álcool, ele começou se concentrar em escrever suas músicas, e em 2007 lançou por contra própria Yuma, um EP que foi aclamado pela crítica e lhe valeu um contrato com a Bloodshot, gravadora em que lançaria um ano mais tarde o seu primeiro disco.
Muito tem se falado sobre Justin Townes Earle, e sobre o fato de ele tentar pegar carona no sucesso do seu pai, mas quem escuta os seus discos, ou assiste suas performances, percebe que desde cedo ele tem trilhado o seu próprio caminho, e por enquanto o tem feito com muita competência.

Yuma (2007)

The Good Life (2008)

Possessed By Paul James

Sexta-Feira, 18/04/2008

Possessed By Paul James é o nome artístico adotado, em homenagem a seu pai e avô, por Konrad Wert, nascido no sul da Flórida, de família amish e menonita. Sendo seu pai um pastor, ele frequentava a igreja e tocava acompanhado de sua mãe, pianista. Ainda jovem, ele largou a igreja e passou a se dedicar a sua própria música. Toda essa mistura de raízes distintas fez com que ele adquirisse uma sonoridade que mesmo sendo derivada da música gospel, blues, folk, bluegrasse e country, não soe com nada já produzido.
Em 2006 assinou com o selo italiano Shake Your Ass Records, e lançou um LP auto-entitulado, com quatorze faixas gravadas ao vivo. Esse ano, lançou seu segundo disco, com dez músicas, pela Voodoo Rhythm.
Wert sobe ao palco munido de uma guitarra, um violão, um banjo, um violino e uma stompbox, e sentado, enquanto toca um dos instrumentos de corda e pisoteia ferozmente a caixa, ele costuma rosnar, latir, e até mesmo cantar (muito bem, diga-se), músicas que podem ser completamente escrachadas, ou possuir uma letra bonita e reflexiva.

Possessed By Paul James (2006)

Cold and Blind (2008)

PS: Como ainda não decidi qual site usar para hospedar os arquivos, estou temporariamente usando o rapidshare.

Curtis Eller

Quarta-feira, 12/12/2007

Curtis Eller é um artista com uma das performances mais divertidas que se tem notícia, mas além disso, é um grande banjoísta e excelente cantor. Ele tentou trabalhar como diretor musical de um teatro de onde morava, mas desistiu dessa carreira e fez da sua música o seu foco principal. Com excelente capacidade para escrever letras, geralmente sobre a história americana, Eller toca um folk com sonoridade antiga, que deriva dos antigos cantores folks, do country e do blues, e sua performance é quase que circense (ele estudou malabarismo quando criança), e com forte influência de comediantes do cinema mudo, em especial Buster Keaton. Em 2000 ele lançou seu primeiro disco, com dez músicas e por já estar fora de impressão, praticamente impossível de ser encontrado, dois anos depois lançou um ep com três músicas, uma das quais foi votada como música mais popular numa rádio pública americana. Só em 2004 lançou mais um disco, com mais dez faixas dele e sua banda, que ele batizou de American Circus. Com instrumentos tradicionais como tuba, pedal steel, piano e até coros femininos, o disco é uma verdadeira pérola para qualquer fã do gênero.

Banjo Music for Funerals [EP] (2002)

Taking Up Serpents Again (2004)

Langhorne Slim

Domingo, 16/09/2007

Já disseram ser o Bob Dylan dessa geração, e não é de se espantar, já que sua base de fãs é uma das mais fervorosas já vistas em muito tempo. Eu geralmente suspeito de artistas tão endeusados, mas tenho que dar o braço a torcer que os cds dele são o que estão rolando há algum tempo aqui em casa, tanto é que fiz questão de apressar esse post.
Com um som folk com nítida influência de bluegrass, a banda tem um bom relacionamento com outra que passeia por essa sonoridade, os Avett Brothers, e inclusive vêm fazendo shows juntos.
Ps: The Daytrotter Sessions não é realmente um cd, e sim uma sessão que um site, o Daytrotter, promove com diversos artistas, pra download gratuito. E mesmo eu adotando uma política de não estar postando cds ao vivo ainda, resolvi que facilitaria o trabalho de vocês, e ao invês de precisarem ir no site e baixar uma por uma, podem baixar as quatro faixas compactadas aqui.

Slim Picken’s (1999)

Langhorne Slim With Charles Butler (2002)

The Electric Love Letter [EP] (2004)

When The Sun’s Gone Down (2005)

Engine [EP] (2006)

The Daytrotter Sessions (2006)

William Elliott Whitmore

Terça-feira, 14/08/2007

Sentado sozinho, revezando entre tocar um banjo ou um violão, e cantando um misto de country, blues e folk com uma voz das mais bonitas do meio, esse cara já fez turnê com artistas como Clutch, Lucero, Red Sparowes… Daí dá pra tirar o estrago que ele consegue fazer, sem ajuda.
Informações exatas sobre sua discografia são difíceis de se conseguir, mas procurando nos cantos mais obscuros da rede, esses albuns são tudo o que eu encontrei. E valeu a pena cada segundo dispendido para achá-los.

Born In The U.S.A. (2002)

Hymn for the Hopeless (2003)

Latitudes [EP] (2005)

Ashes to Dust (2005)

Hallways of Always (with Jenny Hoyston of Erase Eratta) (2006)

Song of the Blackbird (2006)

The Avett Brothers

Domingo, 12/08/2007

Mais uma banda que figura entre as favoritas da casa. Dois irmãos e um amigo que fazem um som que viaja pelo country e bluegrass com uma pegada de rock alternativo. Um toca banjo e bumbo, outro violão e chimbal e o último baixo acústico. Os três fazem vocais. Têm uma discografia até que extensa pra uma banda que surgiu em 2000 (6 discos, um ep e dois discos ao vivo, sem contar os projetos paralelos que eu comentarei em posts futuros), cuja única explicação é a criatividade dos caras, pois os sons não se tornam cansativos, e a pegada muda muito de um disco pra outro. Deixo aqui de começo a discografia em estúdio deles, depois eu posto os discos ao vivo junto com alguns bootlegs.

The Avett Brothers (2000)

Country Was (2002)

A Carolina Jubilee (2003)

Mignonette (2004)

The Gleam EP (2006)

Four Thieves Gone: The Robbinsville Sessions (2006)

Emotionalism (2007)